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UNIPTAN, UFSJ e IF Sudeste MG se unem e lançam o Projeto “Laço Solidário”

Além dessas instituições de ensino, participam da iniciativa outras instituições de ensino (Atus Rede de Ensino), sindicatos (ADUFSJ-SSind, SINDS-UFSJ, Sindcomércio São João del-Rei) e sociedade civil (ASCAS, Associação Nova Geração Brasil, Fórum de Mulheres das Vertentes, Sociedade de São Vicente de Paulo, Mocidade Maria de Nazaré, Obras Sociais Vovô Faleiro e GT Rua).

“Quem tem fome, tem pressa”. A frase célebre do sociólogo Herbert de Souza, Betinho, marca a urgência e importância de ações de combate à fome e à insegurança alimentar no Brasil, em especial com um ano da pandemia da COVID-19, que agravou os índices de pessoas em situação de pobreza e extrema pobreza.

Diante desse quadro severo de fragilidade social, que também se reflete em Minas Gerais e na cidade de São João del-Rei, surge a proposta do Projeto “Laço Solidário”. O UNIPTAN em conjunto com a UFSJ (Universidade Federal de São João del-Rei) e o IF Sudeste MG - Campus São João del-Rei estão lançando uma campanha de arrecadação para tentar amenizar a atual crise social, que aumentou drasticamente o número de pessoas em vulnerabilidade socioeconômica e insegurança alimentar, devido à perda de empregos ou da renda familiar reduzida.

Além dessas instituições, participam da iniciativa outras instituições de ensino (Atus Rede de Ensino), sindicatos (ADUFSJ-SSind, SINDS-UFSJ, Sindcomércio São João del-Rei) e sociedade civil (ASCAS, Associação Nova Geração Brasil, Fórum de Mulheres das Vertentes, Sociedade de São Vicente de Paulo, Mocidade Maria de Nazaré, Obras Sociais Vovô Faleiro e GT Rua).

A pandemia não acabou!

Desde o início da pandemia do coronavírus, em março de 2020, diversas ações promovidas por essas instituições de ensino, públicas e privada, bem como as organizações da sociedade civil envolvidas, vem sendo realizadas para buscar minimizar os impactos da redução da renda e aumento da pobreza, extrema pobreza e pessoas em situação de rua.

Mas, todas essas instituições estão enfrentando um desafio ainda maior em 2021. Depois de 13 meses da pandemia da COVID-19 no Brasil, as doações e a corrente de solidariedade, que foram significativas no início do ano passado, estão cada vez menores, embora a situação de pobreza e insegurança alimentar tenha aumentado.

Segundo dados divulgados em abril da pesquisa "Efeitos da pandemia na alimentação e na situação da segurança alimentar no Brasil", mais da metade dos domicílios no país (59,4%) apresentaram algum grau de insegurança alimentar entre agosto e dezembro de 2020. Na prática, mais de 125,6 milhões de brasileiros não se alimentaram como deveriam ou já conviviam com a incerteza quanto o acesso à comida no futuro. A pesquisa foi coordenada pelo Grupo de Pesquisa Alimento para Justiça da Universidade Livre de Berlim, na Alemanha, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e com a Universidade de Brasília (UnB).

“Estamos vivendo momentos difíceis, temos uma grande parte da população passando por alguma restrição alimentícia. A fome é uma realidade muito próxima a nós. Desde o início da pandemia o UNIPTAN tem atuado em frentes que visam combater a fome e fornecer alimento a quem precisa. A campanha "Laço Solidário" e a união de entidades em prol de um bem maior é a consolidação desse nosso compromisso social”, ressalta a coordenadora de Extensão do UNIPTAN, Ana Claudia Lima.

Por isso, o projeto surge como uma proposta nova de uma ação conjunta e integrada das instituições nas cidades em que estão atuando: São João del-Rei, bem como Divinópolis, Ouro Branco e Sete Lagoas (cidades em que a UFSJ também está presente). A proposta é que juntos, é possível amplificar as iniciativas de doação de alimentos e em dinheiro para a montagem de cestas básicas que serão destinadas às famílias necessitadas da cidade e microrregião, por meio de entidades de assistência social já cadastradas pelo projeto.

Como ajudar?

A cada mês, o projeto Laço Solidário fará uma campanha específica divulgando o nome das entidades assistidas e como fazer a doação diretamente para as entidades. Considerando o público interno das instituições envolvidas, além de suas redes sociais, a ideia é dar visibilidade a cada iniciativa e direcionar os recursos arrecadados diretamente para as beneficiárias. Já as entidades, ficarão responsáveis por adquirir e organizar a entrega das cestas básicas para que chegue à mesa de quem tem fome o quanto antes. A arrecadação já começou e nos próximos dias as informações sobre o destino das doações será divulgado.


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